quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Tudo outra vez?

 
 
Com o início de mais um ano letivo é comum que muitos docentes reflitam sobre sua prática profissional, verificando o que foi satisfatório e o que não deu tão certo no ano anterior. Ganhamos fôlego e queremos agir de forma diferente, queremos melhorar ainda mais nossas aulas, revendo e replanejando o que fizemos e a forma como trabalhamos.
Mas também há aqueles professores que começam um novo período escolar repetindo todas as coisas feitas no ano anterior, como apenas mais um ano em sua vida profissional.
Desanimados com a carreira mal estruturada e mal remunerada, com a dificuldade em tratar alguns alunos indisciplinados e desinteressados e pais ausentes, muitos pensam inclusive em desistir.
Lecionar requer difíceis mudanças de estratégia. É melhor nos prepararmos para turmas heterogêneas, em lugar de as lamentarmos. Levar em conta sua diversidade é condição para poder educar. Aliás, essas novas maneiras de ensinar, bem diferentes do que vimos em nossa formação, são necessárias para acompanhar o novo mundo do trabalho , que exige pessoas autônomas. Essa tarefa torna nosso trabalho muito mais criativo e estimulante. O ensino deixou de ser linha de transmissão para promover situações de aprendizagem e, para isso, os educadores precisam se aperfeiçoar. Trabalhamos com pessoas com personalidades diferentes, com histórias de vida que se revelam em um convívio significativo e não cabem em classificações gerais como condição social e inteligência. É preciso fazer a diferença na hora da mudança por um mundo melhor que vivemos a clamar.
Existem muitas outras razões para continuarmos nossa tarefa. Algumas delas podem estar por trás de cada par de olhos que nos acompanham em aula. Ignorá-las seria abandonar as perspectivas de muitos de nossos jovens e de nossas crianças, algo bem difícil.