sexta-feira, 3 de julho de 2009

UMA VOVÓ SURPREENDENTE 3

Minha vovó, com seu jeito de ser e de levar a vida, levava as pessoas -sem que elas nem tivessem tempo de questionar- pra onde queria. Ela movia tudo e todos pra conseguir o que desejava. Muito envolvente e convincente, ninguém conseguia contrariá-la. Mexia os pauzinhos, administrava, e tudo saía como ela queria. Sempre.
Imagino, muitas vezes, vovó vivendo em meio a toda essa tecnologia. Certamente já teria seu computador, sua máquina digital com muitas fotos do seu Colégio Casabranquense. Posso vê-la, mexendo seu corpinho curvado, ouvindo e cantarolando Noite Ilustrada e Roberto Carlos em seu iPod.
E no orkut? Quantos recados de carinho! Quantos agitos pro café da tarde!
Criar seu email seria um prazer à parte pra vovó. Na Rua da Estação, lá estaria ela, conversando: -Já tem meu email? Tome meu cartão, podemos nos falar pelo ssskype.
Em seu blog, quantas histórias, lindos textos, muitos comentários do seu fã clube. Em sua lista de preferidos, o blogdomenon. -É meu neto!- diria, cheia de orgulho. E seus comentários estariam sempre presentes em nossos textos.
De madrugada, enquanto seus pães assassem, ela navegaria na Internet. Seria uma vovó super bem relacionada, tenho certeza. Seus amigos seriam muitos, de todas as idades. Corintiana, ela certamente ia se virar e movimentar todos para ajudá-la a fazer contato com seus jogadores preferidos. Teria aulas particulares e ajudantes pro teclado, pras fotos, pras pesquisas. Acho que ia deitar e rolar, descobrir cada vez mais coisas, ter mais histórias e descobertas pra contar. Assim seria vovó hoje, sempre surpreendente!

2 comentários:

luis augusto simon disse...

Percio, cade meu mouse?????????
stela maria, susana maria, marina, meniba, bruna vem cá. pega esse dinheirinho e compra uma revista para a sua mâe se distrair um pouco....

Julinho disse...

E será que abriria mão da revistinha Coquetel, de Palavras Cruzadas, para fazê-las na tela? Eu acho que só se fosse às escondidas. Sempre bem-intencionada, bem que ela gostava de fazer algumas coisas assim: às escondidas. Que saudades...